Rio dos Cedros - SC

Uma estradinha charmosa que nos embrenhou em um vale encantador até a Cachoeira da Formosa em Rio dos Cedros. 

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EL SAGRADO

Fotos do processo de produção do nosso queimador de incenso, parte integrante do kit EL SAGRADO, desenvolvido em parceria com nossa talentosa amiga Julie Inada, da Entorno Cerâmica. 

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Collab 'The Secret Waters' + S.A.L Garopaba - Fotos Andre Sacnhes

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Blue Dye

Fotos do processo de tingimento dos sacos de algodão cru, um dos materiais que integram a embalagem especial de nossa coleção limitada intitulada
Le Bleu Collection.

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Morro do Soldado - Por Gustavo Oliveira

Cada vez estamos mais obcecados por ir mais longe, encontrar menos gente e encarar caminhos mais difíceis e desconhecidos. A chegada se torna um troféu, e os momentos ali compartilhados são muito mais saborosos. 

O Morro do Soldado Sebold em Alfredo Wagner - SC foi assim. Zero placas, nenhum sinal de celular, horas de estrada de chão e algumas poucas vacas que não foram úteis para encontrarmos nosso destino. 

A cada fuga ficamos melhores e mais focados na preparação das refeições.
Dessa vez tínhamos um leitão pururucado e uma costela que ficaram por 6 horas no fogo. No dia seguinte uma ascensão ao topo do morro, no “pé dos soldados” - formação rochosa que da nome ao lugar. Não seria nada demais não tivéssemos aberto nossa própria trilha (encontramos a trilha original na descida). Isso nos rendeu quedas, cicatrizes e risadas. 

Aproveitamos a cachoeira e um por do sol indescritível com a sabedoria de quem sabe que será difícil um retorno à esse pequeno pedaço do paraíso. Como eu disse, estamos ficando obcecados por ir mais longe e encarar caminhos mais difíceis e desconhecidos.

Fotos: Marcos Ribas

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Machu Picchu pela trilha Inca.

Em junho nosso comparsa André Camargo, juntamente com Haroldo Guedes e Carlos Felicio, fizeram a clássica e transcendental trilha Inca, que liga Ollantaytambo à cidade pré-colombiana de Machu Picchu no Peru. Pra quem não sabe, existem duas formas de chegar a Machu Picchu, uma é de trem, em uma viagem de aproximadamente 4 horas partindo de Cusco, a outra é caminhando. A trilha completa - e que foi escolhida por esses caras - dura 4 dias percorrendo cerca de 50 km de subidas e descidas intermináveis em meio a floresta nativa. Esse era o caminho original utilizado pelo povo Inca pra sair e chegar à cidade, que foi descoberta em 1911.

Nós já tínhamos esse destino na nossa wishlist, mas depois de ler e ouvir os relatos dessa caminhada tivemos a certeza de que a imersão na cultura Inca e as dificuldades enfrentadas durante o caminho, fazem de Machu Picchu um prêmio pra quem decide chegar até lá por essa rota!

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1º DIA
Distância Percorrida: 10.500 metros
Tempo total: 4 horas e 19 min
Altitude Acampamento 1: 3.010 metros

Nossa jornada começou as 6:45 hrs da manhã, 45 minutos depois do horário combinado (em determinado momento pensamos ter caído em algum golpe peruano) quando uma van nos pegou no hostel, na cidade de Cusco. A ansiedade estava estampada em nossos rostos, na verdade era uma mistura de curiosidade e apreensão por aquilo que nos esperava.

O trajeto de van até o ponto de partida da trilha durou quase 3 horas, com uma breve parada para um café, e a aquisição deste caderninho para registro de toda essa aventura.

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Apesar de junho ser um mês tipicamente seco na região, nos deparamos com um dia chuvoso. A ficha com os desafios que teríamos pela frente começou a cair no momento em que tivemos que entregar nossos documentos no portal de entrada da trilha Inca. Eufóricos com os primeiros passos e exuberantes paisagens, iniciamos nossa caminhada com muita chuva, vento e frio, algo em torno de uns 5 graus. Além de todas essas adversidades, ainda estávamos muito preocupados com todo o peso que carregaríamos em nossas mochilas durante o trajeto.

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Passados 10 minutos de caminhada o tempo deu uma melhorada, parando de chover. O clima ficou alternando entre um céu nublado e sol entre nuvens. Em nosso percurso cruzamos com diversos outros grupos de aventureiros de todo o mundo, além de nativos da região e outros integrantes de apoio de outras expedições.

Por conta da segurança e da política de preservação local, só é permitido a permanência de 500 pessoas no parque, sendo que o total de turistas não passa de cerca de 200, sendo o resto de guias e carregadores.

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Nesse primeiro dia nosso guia Reynaldo teve muita paciência conosco, esclarecendo as milhares de perguntas que fizemos sobre a história Inca, vegetação local, paisagens, e ruínas que nos deparamos pelo caminho. Reynaldo era um poço de conhecimento. Também fomos surpreendidos com a receptividade de toda a equipe de apoio nas paradas para as refeições, assim como também no cuidado e qualidade no preparo do que nos foi servido. No almoço tivemos uma sopa de legumes, arroz, frango e legumes salteados, todos eles muito saborosos, nunca faltando aquela pitadinha de coentro, que sem dúvidas, é o tempero mais utilizado por eles. Para digestão um chá. No jantar, após um café da tarde com bolachas e pipoca, desfrutamos de uma truta grelhada com molho de tomate e ervilhas, além de macarrão e batatas cobertos por queijo. Durante a refeição tivemos mais uma aula de história sobre a cultura Inca, e uma conversa descontraída sobre a cultura tanto do Peru quanto do Brasil. Fechando o dia com chave de ouro!

Perdemos a noção do tempo. Sem luz alguma ao nosso redor, o breu tomou conta de todo o acampamento. Fomos dormir perto das 21 hrs.


2º DIA
Distância Percorrida: 12.050 metros
Tempo total: 8 horas
Altitude Acampamento 2: 3.600 metros

Acordamos às 05:30 hrs debaixo de uma leve chuva, porém o frio estava intenso, perto de 1ºC. Tomamos nosso mate de coca bem quente ainda na barraca, depois desfrutamos do desayuno preparado por José - o cozinheiro - e sua equipe.

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Ainda um pouco cansados do 1º dia, saímos para a caminhada do dia. Estávamos um pouco preocupados com a informação de que esse seria o dia mais desgastante de todos, com montanhas muito altas pela frente para serem enfrentadas. Logo no início do percurso passamos por um ponto de controle onde pudemos pesar nossas mochilas. Para nosso espanto nossas mochilas realmente estavam muito pesadas, com aproximadamente 12 kg cada.

Durante o trajeto, nos deparamos com vários tipos de vegetação e paisagens. Os 2 primeiros trechos foram de uma caminhada extremamente difícil, com intermináveis subidas de escadas de pedras, acompanhados de muito frio, garoa fina e intensa (típica de Curitiba), e neblina. Depois de 4 hrs de sofrimento tivemos uma sensação de alívio e conquista, pois atingimos o topo da mais alta montanha aos 4.200 metros de altitude, o Pico Warmiwañusca - em português o passo da mulher morta. Mesmo quase sem conseguir nos comunicarmos, estava clara a satisfação daquele feito em nossos rostos. A barra de chocolate devorada em segundos foi um prêmio pela conquista e também combustível para continuarmos nossa jornada.

Iniciamos então a tão aguardada bajada, que teoricamente em nossas cabeças seria um percurso muito mais tranquilo. Disse TEORICAMENTE.

Foram 3 km de descida de incontáveis lisos degraus, alguns grandes e largos, outros pequenos e altos, mas todos eles destruidores de joelhos e ombros devido ao peso do que carregávamos. A neblina, o frio e a chuva foram fiéis companheiras durante todo o dia 02.

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Apesar de todas as complicações e adversidades, nesse dia mantivemos um bom ritmo de caminhada, e seguimos direto para o acampamento, sem parada para o almoço. Chegamos por volta das 15 hrs, DESTRUÍDOS. O cansaço era tanto que nem tivemos forças para comer. Fomos direto para as barracas para tentar descansar. Nesse acampamento estávamos à 3.600 metros de altitude, e parecia que estávamos deitados dentro de uma geladeira. Levantamos às 18 hrs com os pés congelados e roupas muito úmidas, e seguimos para nos alimentarmos. Dessa vez tivemos pizza, macarronada e frango na refeição. Depois disso nosso guia nos passou um briefing do dia seguinte. Durante a conversa comentamos com o Reynaldo que além das dores musculares dois de nós também estávamos apresentando algumas dores de cabeça e no estômago. No mesmo momento os peruanos da equipe de suporte que nos acompanhavam já trataram de preparam um chá especial com plantas típicas da região, colhidas ali na hora. Esses costumes de tratarem diversos tipos de dores e doenças com plantas típicas vem desde a época dos Incas, ou até antes deles. A cultura Inca praticou a medicina tradicionalmente baseada no uso de plantas medicinais e rituais de magia ou conjuros energéticos relacionados ao aspecto religioso. A eficácia da medicina Inca foi comprovada nos relatos dos primeiros colonos espanhóis, que inclusive difundiram os benefícios curativos das ervas e das raízes medicinais dos incas por toda a Europa, estabelecendo as primeiras escolas ocidentais para o estudo científico das plantas.

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Fomos dormir antes s 20 hrs, preparando-nos para a aventura do próximo dia. Resultado desse sacrificante dia: 01 bolha na mão, 02 bolhas nos pés, dores insuportáveis nos ombros, joelhos, diarréia e muita tosse.


3º DIA
Distância Percorrida: 15.600 metros
Tempo total: 10 horas
Altitude Acampamento 3: 2.650 metros

BUENOS DIAS CHICOS, TÉ DE COCA PARA USTEDES”… e assim iniciamos mais um dia às 05:30 hrs, após a noite mais fria da trip. Apesar de uma noite não muito bem dormida, constatamos que as plantas medicinais funcionam mesmo. O chá que tomamos melhorou muitas de nossas dores.

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O dia amanheceu com o tempo mais estável, sem sinais de chuva, e uma bela vista das montanhas de frente para nosso acampamento. A propósito, na noite anterior, um pouco antes de dormir, pudemos observar um céu incrivelmente estrelado, e até mesmo algumas estrelas cadentes.

Após o café da manhã, saímos às 06:30 hrs para o dia de caminhada mais longa, 12 km de muita, mas muita descida - as já conhecidas bajadas. No período da manhã a caminhada  foi até que tranqüila e agradável, com um trecho de subida nos primeiros 50 minutos, e depois com passagens por dois sítios arqueológicos muito bonitos e interessantes. Nesses locais tivemos diversas explicações sobre as construções Incas, que em sua maioria eram MULTIFUNCIONAIS, políticas, religiosas e econômicas. Pudemos então ter uma pequena noção do que veríamos em Muchu Picchu.

Entre as passagens pelos monumentos, tivemos uma parada para almoço em um local muito bonito, entre morros, com lindas paisagens e muitas Alpacas, animal típico da região e da família da Llamas.

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No período da tarde o cansaço acumulado bateu, e intermináveis 4 hrs de descidas em escadarias nos deixaram exaustos, refletindo principalmente em nossos joelhos. Não imaginávamos que as descidas seriam tão sacrificantes.

Chegamos no camping por volta das 17 hrs, onde nos banhamos com os abençoados lenços umedecidos, e descansamos um pouco até o jantar. Após a comida, nos despedimos da equipe que nos auxiliou durante todo o tempo, o cozinheiro José, o auxiliar Valter, e outros dois “papacitos“ - forma como chamavam uns aos outros. Tiramos uma foto para recordação, e deixamos humildes 50 carinhosos Soles (moeda peruana), como agradecimento.

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O grande dia estava próximo. Fomos dormir por volta das 19:30 hrs pensando na recompensa que seria o famoso Machu Picchu. Era cedo, pois acordaríamos às 03:40 hrs da manhã no dia seguinte. Em resumo, o dia terceiro dia foi até então o dia com as paisagens mais bonitas, clima mais estável, e a constatação de que poucos brasileiros passam pela experiência da verdadeira trilha Inca, sendo a maioria de europeus e norte americanos.


4º DIA
Distância Percorrida: 6.900 metros
Tempo total: 6 horas e 30 minutos

E chegou o grande dia! O dia da exploração e admiração às construções mais importantes e grandiosas deixadas pelos Incas, MACHU PICCHU.

Conforme combinado no dia anterior, deixamos todas nossas coisas organizadas nas barracas, pois teríamos que nos dirigir à fila do último ponto de controle da trilha e entrada à Machu Picchu muito cedo. Acordamos às 03:40 hrs, tomamos nosso chá de coca matinal ainda na barraca, e saímos para uma rápida caminhada até a fila. Chegamos no local e onde já haviam algumas pessoas aguardando. A cada minuto que se passava, a fila com pessoas sonolentas, cansadas, porém muito ansiosas, aumentava. As suas lanternas de cabeças todas ligadas deixavam aquela trilha bem iluminada, e com um visual interessante. O horário de abertura do check point era às 05:30 hrs.

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O céu estava limpo e estrelado, indícios de que teríamos um dia perfeito em Machu Picchu. Como estávamos próximo da data do Inti Raymi, mais conhecido como solstício de inverno (24 de junho no hemisfério sul), data em que a Terra se encontra no ponto de sua órbita mais distante do Sol - começo do ano novo incaico, e evento associado ao próprio surgimento da etnia Inca - pegaríamos umas das melhores épocas para presenciar o nascer do sol no local, uma vez que as construções Incas foram construídos sempre baseando-se na posição em que o sol nasce e se põe.

Enfim chegou a hora da largada para o início do último trecho. Saímos todos em um forte ritmo de caminhada, sempre com muita atenção por causa dos penhascos que nos acompanharam ao nosso lado direito durante boa parte do trajeto. O tempo previsto para o percurso era de 2hs. Estávamos adrenalizados! Depois de 30 minutos de caminhada o sol já estava nascendo, uma bela luz começava a tomar conta de toda a paisagem, o céu azul sem nuvens. Nossa expectativa de tempo bom estava se concretizando. A cada passo a expectativa aumentava, e toda a fadiga dos dias sem banho e com dores no corpo, ia dando lugar à euforia de conhecer uma das sete maravilhas do mundo moderno.

Em pouco mais de uma hora cumprimos esse trecho. Chegamos à Porta do Sol! Que alegria! De lá a primeira vista de Machu Picchu. A emoção tomava conta de todos os grupos que iam chegando e completando essa jornada. Uns chorando de alegria e realização, outros ainda não compreendendo muito bem aquela obra dos Incas encrustada na natureza exuberante, porém todos com o sorrisos estampados nos rostos.

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Depois de aproximadamente 40 minutos de contemplação de toda aquela energia e paisagem, seguimos para mais 30 minutos de caminhada até as construções arqueológicas. Ao chegar na cidade perdida dos Incas visitamos os principais locais, e aprendemos muito com as explicações de nosso querido e paciente guia. Por se tratar de um local muito turístico, apesar das restrições da quantidade de pessoas impostas pelo governo peruano, a grande quantidade de pessoas que transitavam no local nos incomodou um pouco, o que reforçou a  conclusão de que vivenciar a experiência do caminho Inca, mesmo sendo a trilha curta de 2 dias (também existe essa opção!), é algo essencial para a visita se tornar mais especial e única, com um entendimento muito mais profundo de tudo o que envolve Machu Picchu e a sua história.

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Após a visita, seguimos a pé para Machu Picchu Pueblo, também conhecida como Águas Calientes, em mais 1 hora da última trilha que faríamos, onde almoçamos em um restaurante indicado pelo Reynaldo. Com muito prazer, depois de 4 dias, utilizamos um banheiro completo e limpo com pia e privada, e assistimos ao jogo entre Espanha e Portugal da copa do mundo de futebol.

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Essa experiência será eternamente guardada em nossos corações. Nos fez repensar muitas coisas, dentre elas o conceito de perto e longe, fácil e difícil. Os registros fotográficos são uma forma de compartilhar essa realização com as pessoas que convivem conosco. Esperamos também, de alguma maneira, incentivar mais gente a se jogar de cabeça em novas aventuras,  sem medo de serem felizes.
Go out, get lost!

Kayak camping - Represa do Capivari

Há algum tempo eu namorava essa represa. Ela está no caminho entre Curitiba e São Paulo e é impossível não notar essa porcão bela e imensa de água durante o percurso. Num sábado desses, voltando sozinho de carro pra Curitiba, sem pressa e sem compromisso, decidi explorar alguns dos poucos e discretos acessos que levam à ela. Fui devagar pelo acostamento, entrando em cada uma daquelas picadas. Descobri o Recanto do Tio Tony, uma grande área de camping dedicada à pesca - sempre fugimos dos camping e temos pouco ou quase nenhuma experiência pescando (você vai descobrir mais abaixo)

Na semana seguinte compartilhei a ideia com outros companheiros de aventura e decidimos juntos que a melhor forma de explorar a represa seria navegando. Mas com qual barco? No google achamos uma empresa de aluguel de caiaques. Caiaques robustos e modernos, que nos propiciariam pescar, explorar a região e ir longe transportando a nossa tralha de acampamento.

Nos refugíamos em uma das poucas clareiras planas às margens da represa - como sempre transgredindo alguma área particular - há cerca de 1 hora de distância à remo (pedalinho) de onde partimos. A maior Tilápia pescada não media mais que 7 cm. Mas um bom (ou mau) pescador nunca conta apenas com a fome dos peixes. Levando em consideração a possibilidade de frustração com os anzóis levamos conosco um Tambaqui de 2,5 kg que fizemos recheado na grelha pro jantar.

Ainda preciso descobrir se o real prazer dessas imersões em meio a natureza vêm de algum resquício natural da memória genética que herdamos de nossos antepassados ou apenas um resgate de parte da minha saudosa infância. 

Por enquanto seguimos explorando.

Gustavo Oliveira

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WORKSHOP - Cafés Especiais

Uma noite regada à muita cafeína! Um obrigado especial ao amigo Hugo Rocco, coffee hunter e sócio do Moka Clube, pela disponibilidade em vir compartilhar sua história e seu conhecimento com a gente. Sua simplicidade, simpatia e paixão pelo café sempre cativam à todos por onde passa. Aos que vieram e aos que não conseguiram participar fica o nosso compromisso de repetiremos eventos como esse ligados ao universo Cutterman. Alguns registros dessa noite especial pelas lentes de Diego Cagnato

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Fugas de Carnaval - Serra da Canastra II - Por Marcos Ribas

Um processo enrolado como de costume, véspera de carnaval e todos os planos aparentemente falharam. Essa coloco na conta do Phill. Juntamos nossa vontade de cair na estrada e seguimos o roteiro, o rascunho de um roteiro, em dupla. Como é fácil viajar em dois, e quando se descobre que esses dois dividem características que estranhamente se encaixam e se completam de maneira orgânica, um estado de fluxo é atingido.

Seis dias e cinco noites na Canastra, nenhum camping, olhos abertos para toda a beleza da região. De hora em hora nos sentíamos agraciados e com uma estranha sorte. Quando tudo conspira a favor e nada parece dar errado por dias consecutivos na estrada, nos encontramos em um estado de êxtase constante. É difícil tornar tangível essa sensação e você nunca sabe quando essa maré poderá passar.

Não passou! Percebíamos e recebíamos diariamente sinais interessantes de que estávamos em sintonia com o lugar e conosco mesmo. Acampamos em lugares mágicos, cercados por tempestade de raios e com apenas o céu estrelado sobre nossas cabeças. Erramos caminhos para acertar caminhos, dormimos em uma fazenda escondida por vales e estradas duras (Obrigado Dona Romilda), outras tantas histórias que devem ser contadas pessoalmente - meu poder de convencimento é bem maior!

Uma volta para São Paulo leve e sem esforço algum. Por fim percebo que banalmente amo o carnaval, me serve como desculpa perfeita; uma missão/ incentivo, batida em retirada, de encontro ao que vem se tornando um ritual, que devagar, me ajuda a conectar pontos - ora eles parecem distantes, ora próximos.

Obrigado Serra da Canastra e Phill Teston pelos good times inesquecíveis.
Suerte!


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Makers: Ale Magnere e sua letterpress

Ale Magnere e sua letterpress surgiram na hora certa, quando estávamos definindo a nova embalagem para a linha dos nossos iSleeve de lã e couro.
Em nossa primeira conversa ficou claro o conhecimento e a paixão que esse cara tem pelos processos artesanais envolvidos neste método de impressão.
Cada vez mais a gente busca se juntar com gente assim, que transpira fascínio pelo o que faz. Por isso o convidamos pra falar um pouco do seu trabalho aqui no Journal.

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Desde a faculdade em Design Gráfico passei muito tempo em frente ao computador, porém sentia falta de fazer algo tátil, de manipular os materiais. Com isso, comecei a experimentar processos artesanais de impressão como a serigrafia, o stencil e a gravura.
Quando vi uma máquina tipográfica funcionando, com todo aquele peso do ferro fundido, o barulho do motor, um cheiro de tinta suja de anos de trabalho, me apaixonei. Então procurei uma máquina tipográfica para chamar de minha.

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O processo todo demorou mais que eu esperava, porque são poucas as máquinas tipográficas que estão em bom estado no brasil. Nos anos 80, com a entrada da impressão offset (que imprime mais rápido e barato), essas máquinas ficaram obsoletas e foram adaptadas para o corte e vinco. Isso faz com que elas estraguem mesmo para a impressão.

Foi em São Paulo, num workshop que fiz de tipografia, que me indicaram um mecânico gráfico que trabalha com restaurações, o Décio Krzyzanovski Junior. Foi com ele que a busca da máquina ideal começou. Encontramos uma Catu Minerva, modelo 487. É uma máquina comum da industria brasileira - “Catu” que em tupi guarani significa “muito bom”. A reformei conforme desejava. Escolhi dos parafusos a cor da re-pintura. A tinta tem uma história especial. Gosto muito de motos e acompanho o trabalho do Michael Woolaway (Woolie), que constrói motos customizadas. Na época ele estava fazendo a “Moto Grigio” - que tem uma cor cinza escura, baseada na cor “Grigio Scuro” da ferraris antigas. Então a minha tipográfica, também foi pintada de cinza, como uma homenagem.

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O processo em letterpress é escultural, traz a imagem digital ao dimensional. É com pressão e precisão que a impressão apresenta um relevo suave e entintado no papel. Dessa forma, é possível imprimir em tipos papéis que em outros processos gráficos (offset e digital, por exemplo), não seriam possíveis - como papéis artesanais, papéis especias com fibras longas e macias.

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O processo todo é único e manual, feito um a um, desde a mistura das tintas à impressão. No meu ateliê - Almagrafica Letterpress - procuro o fazer bem feito, de imprimir bonito. Encontrar a simplicidade e valor no design, através da impressão, e assim criar objetos de desejo que inspirem a sua apreciação no seu nível mais elevado.

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Lançamento collab Cutterman + Liberty Art Brothers - 19/10/17

Fotos: Raphael Borges

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A vida na estrada - por Pedro Beck

Temos um motorhome desde dezembro de 2015, mas foi a partir do último abril que começamos a divulgar mais nossa vida na estrada pelo YouTube (https://www.youtube.com/WeAreAlivenaestrada) e pelo Instagram (http://instagram.com/wearealivenaestrada). É desde abril também que Cutterman viaja com a gente, atravessando até aqui 3 países, mais de 10 estados norte-americanos até cruzarmos a fronteira com o México, na semana passada. 

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Quando vendemos tudo, guardando apenas as memórias, não fazíamos idéia do que aconteceria nem se nos adaptaríamos. Tínhamos a idéia de que passaríamos alguns meses e voltaríamos pra casa, mas dois anos depois, cá estamos, em Bahia de Los Angeles, no deserto de Baja, sem planos de ir pra casa, pensando na melhor época pra deixarmos o motorhome no México, colocarmos nossas mochilas nas costas, e darmos um pulo em Cuba.

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A vida na estrada nos ensina muito. Uma dessas coisas é o respeito que cresce na gente em relação ao clima. É ele quem rege nossas ações. Se esta chovendo, temos que ficar de olho em trombas d'agua. Se esta muito seco, temos que tomar cuidado com o motor trintão de 1988 e com os cachorros. Se esta muito frio… não, aqui onde estamos nunca está muito frio.

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Temos 17 países ainda pela frente até chegarmos em casa, e muitos planos e sonhos para serem realizados daqui até a última fronteira. Viajar a chamada Pan-Americana é um grande sonho de nossa vida e, como fotógrafos, nos sentimos privilegiados de termos marcas bacanas viajando com a gente, acreditando nas nossas idéias.

Quando me perguntam qual é o segredo para conseguir viver na estrada, por quanto tempo economizei, como ganho dinheiro viajando etc, sempre tento ser honesto e acabo tirando um pouco o glamour de quem tem esse sonho. A verdade é que viver na estrada custa quanto cada um quiser que custe. Tem os que viajam esbanjando, e tem os que, assim como nós, sabem se virar com muito pouco. Tem os que viajam por anos, e tem os que torram o dinheiro de anos em poucos meses. Quanto mais você se adapta, menos você gasta.

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O maior segredo para mim é saber que não existe hora certa para nada na vida. A hora certa é você quem faz. Cada um sabe a sua hora. Nunca vai existir o melhor momento para jogar a rotina pro alto e cair na estrada. Assim como não existe o país certo, o veículo certo, a companhia certa ou o valor certo. Assim como não existe melhor ou pior entre a rotina ou a estrada. A vida nas grandes cidades é imperfeita, defeituosa e sinuosa. Na estrada também. Mas pode ser recompensadora, certeira e direta. Na estrada também.

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FLASH ESCAPE

Escapadas relâmpago no meio da semana são para poucos. Os compromissos e as responsabilidades são um fardo. Poucos são os que podem, menos ainda os que conseguem.

A decisão de partir veio despretensiosamente na noite anterior. Saímos na quinta, lá por umas 15hs, e voltamos no dia seguinte por volta do meio dia.
Tiro curto mas intenso. Deveríamos fazer mais disso.

Dirigimos por 1:30hs até um acesso discreto às margens da BR-277. Escondemos a caminhonete depois de um barranco. Descemos à pé uma trilha pouco conhecida, até às margens do rio, no pé de uma pequena cachoeira.

Deixamos o acampamento base apenas com nossas câmeras e uma mochila. Descemos o rio por alguns quilômetros. Caminhada lenta e atenta, parte à pé, parte à nado. A vontade é de sempre descobrir o que existe depois de cada curva do rio. É difícil decidir quando parar, mas o relógio nos disse quando retornar.

Descobrimos um platô lindo, que poucos já devem ter encontrado. Lá marcas de magnésio em pó, indicando um ponto de boulder secreto de alguns escaladores. Uma lona preta, camuflada por galhos de árvore e enfiada num vão de uma pedra revelou o equipamento dos escaladores. Agora aquele segredo não era mais só deles.

Nossas fotos nunca revelam o que acontece de melhor quando estamos no mato à beira do fogo. As lentes não registram as conversas e as risadas, o peixe e o porco sobre a grelha, a batata cozinhando na brasa, o vinho compartilhado entre amigos. A escuridão faz com que esse momento fique registrado apenas em nossas mentes e corações.

Fotos: Marcos Ribas e Gustavo Oliveira

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AH, O COURO.

Há algo de mágico no universo do couro e possivelmente é isso que nos faz ser apaixonados por essa matéria prima tão nobre, antiga e versátil (pra não citar uma outra dezena de qualidades). 

Neste final de semana estivemos no RS a convite da CICB (Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil) para participarmos, como painelistas, dividindo nossa experiência empreendedora junto ao fórum anual. Aproveitamos a deixa pra dar um pulo em alguns curtumes da região.

Ao visitar nossos fornecedores a gente lembra o quão complexo pode ser o processo por trás da indústria do curtimento, com todo o seu universo de variáveis envolvidas - do manejo do gado ao acabamento final, e inevitavelmente há arte nisso - arte de artesão, como um cozinheiro que segue a receita, mas que confia no paladar, no cheiro e no olhar pra saber a hora e quantidade certa de acrescentar os ingredientes.

É também no RS, em Estância Velha, onde fica uma das poucas escolas de couro do mundo (três, se não me engano) e que há mais de 50 anos forma técnicos na arte do curtimento. Todo ano, em julho, eles promovem um curso intensivo de uma semana, no qual os alunos aprendem todo o processo, da retirada da pele do animal ao artigo pronto e acabado. Ano que vem estaremos lá!

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PROCESSOS - Machado Collab Cutterman + Woodskull

Não faz muito que tivemos a oportunidade de conhecer o Daniel e o Diego, os caras por trás da Wood Skull, ateliê/marcenaria de Curitiba que tem ganhado espaço no mercado de itens para casa - usando madeiras nobres, processos bastante artesanais e acabamento de primeira.

A ideia de desenvolver um machado com apelo de design - agregando nossas especialidades - foi quase natural, e veio após algumas outras brincadeiras que fizemos misturando couro e madeira.

Boa parte do processo mais minucioso da escultura realizada na madeira fica a cargo das mãos experientes do Seu Orlando. Demos um pulo lá pra registrar e mostrar um pouco da poesia que é o Seu Orlando trabalhando com as mãos, estas que carregam as marcas de anos de trabalho na marcenaria.

Fotos: Melvin Quaresma e Gustavo Oliveira


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IT WAS ALL A DREAM - POR EDUARDO DALL'OGLIO

Voltar à realidade é sem dúvida uma das partes mais difíceis depois de uma viagem à Indonésia. Não que a realidade não seja boa, longe disso, mas as ondas perfeitas, a natureza em perfeita harmonia, o contato com uma cultura completamente diferente da nossa e muitos outros detalhes que eu vou contar a seguir dão a leve impressão de que tudo não passou de um sonho, um sonho bom, daqueles que a gente não quer acordar tão cedo.

Ainda meio tonto, confuso, aproveito pra escrever um pouco sobre o meu: uma passagem de vinte e quatro dias pelas ilhas de Bali, Gili Trawangan e Lombok. Afinal de contas, se existe uma boa hora pra escrever sobre um sonho, é logo que se acorda, pra que nada seja esquecido ou fique pra trás.

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04/06

Capítulo I - Avoua

Malas prontas, ou melhor, mochila pronta, apenas uma Explorer com itens básicos de sobrevivência para um lugar onde apenas uma bermuda, um chinelo e uma camiseta regata já seriam o suficiente. Pra mim, a Indonésia é e sempre vai ser aquele lugar que você leva pouco e traz muito, não apenas na bagagem, mas também na cabeça.

Como de costume, toda trip começa pela cansativa parte do deslocamento. Já experimentou dar uma olhada no mapa e ver a distância entre Brasil e Indonésia? É um mundo, sem exagero. Se você, assim como eu, tem dificuldade pra dormir em meios de transporte, prepare-se pra uma longa jornada de aproximadamente 24 horas entre voos e aeroportos. Basicamente são dois longos trechos, um de São Paulo a Doha (15 horas) e outro de Doha a Denpasar (10 horas).

06/06

Capítulo II - A chegada

Bali tem inúmeras opções de destino capazes de agradar aos mais variados gostos. O mais comum deles é o Bukit, localizado na ponta da Ilha. É lá que estão as melhores ondas, as praias mais bonitas e, claro, aquele famoso “crowd" turístico que afasta os mais chegados em uma experiência local.

Felizmente, Bali é uma Ilha de vasto território, e enquanto alguns escolhem o Bukit, nós escolhemos a região de Canggu, 40km ao norte. Canggu não oferece a mesma fartura de ondas do Bukit e tampouco belas praias, mas é uma região com muita coisa boa pra oferecer, como templos, arrozais, restaurantes, cafés, beach clubs, comércio etc.

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Jardins Balineses / Canggu

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Surfcheck em Echo Beach / Canggu

Não é preciso ir muito longe do aeroporto pra entender que Bali passa por um grave problema de mobilidade urbana, o que explica o fato da Indonésia ser a terceira maior frota de motos do mundo, ficando atrás apenas da China e da India. Lá, definitivamente, a moto é o meio mais rápido e eficaz de se locomover. Mas antes de pegar uma moto e sair acelerando pelas ruas de Bali, lembre-se que este também é um dos meios de transporte mais perigosos. Fique ligado.

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Motorizado pelos famosos arrozais de Canguu, com tudo o que eu preciso.

07/06

Capítulo III - Torbike trips

Se Canggu não oferece as tão sonhadas e perfeitas ondas indonesianas, não é preciso ir muito longe para encontrá-las. Uma das ondas mais próximas a Canggu é a praia de Keramas, famosa por suas ondas e também pelo curioso tom escuro da sua areia. O trajeto é simples e pode ser feito em apenas 45 minutos de moto (ou seja, sem trânsito). Em frente a onda está localizado o Komune Resort, que oferece uma boa estrutura pra quem deseja passar o dia por lá.

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Aquilo que os surfistas chamam de direita perfeita

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Mercado de Pedras / Keramas

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É comum encontrar pessoas catando pedras, durante a maré baixa, para depois transformar em artesanato.

Voltando a Canggu, aqui tem a lista de alguns lugares legais que conhecemos por lá: The Lawn, Old Mans, Deus ex Machina, Pretty Poison. Logo ao lado, em Seminyak, La Favela, Da Maria, Potato Head.

10/06

Capítulo IV - O Bukit

O Bukit pode até não ser o melhor lugar pra se hospedar em Bali, mas certamente é aquele lugar que não dá pra deixar de visitar. É impossível não levar na mente a sensação de andar pela caverna de Uluwatu, descer até a praia de Padang e caminhar pelo reef de Bingin. O paraíso está logo ao lado: 1 hora de moto de Canggu ao Bukit..

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Daquelas raras vezes em que um surfista perde algo indo surfar / Uluwatu

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Inseparável parceira / Caverna de Uluwatu

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Caverna de Uluwatu

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Praia de Padang-Padang

A experiência de caminhar pelos corais de Bingin no entardecer é absolutamente transcendental. Ao final da caminhada, é possível comer em algum dos restaurantes que ficam no pé do clif. Desfrutamos de um banquete de frutos do mar com direito aos maiores camarões de nossas vidas por apenas 10 Dólares, algo em torno de 130 mil Rupias na moeda local.

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Bingin

12/06

Capítulo V - Gili Trawangan

Hora de dar o próximo passo na nossa viagem, rumo a Gili Trawangan. Trawangan faz parte da Ilha de Lombok, ao lado de duas outras pequenas ilhas chamadas Gili Meno e Gili Air. É fácil bookar esse trajeto pelas ruas de Bali. A primeira parte do percurso é por terra (uma hora) e a segunda de barco (1h30min).

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Artesão em Padang Bai

Padang Bai, o porto de onde saem os barcos em direção às outras ilhas, é onde a malandragem balinesa pode ser vivida no seu mais elevado nível. É comum receber oferta de ajuda por todos os lugares da ilha, seja para carregar as malas, comprar alimento, transporte, artesanato e drogas. A troca com os indonesianos é tranquila na maior parte das vezes e o jogo de cintura desenvolvido na “escola brasileira” é um skill bastante útil nestes casos.

Gili Trawangan é uma pacata ilha com 3km de comprimento, 2km de largura e não mais do que 1.500 habitantes, considerada um dos melhores lugares do mundo para mergulhar. E apreciar, é claro. Lá não existe nenhum meio de transporte motorizado, e as melhores maneiras de se locomover são carroça, isso mesmo, carroça, e bicicleta. Em menos de uma hora é possível dar uma volta completa pela ilha. A ilha de Trawangan oferece boa acomodação, comida e alguma vida noturna. Dá pra fazer tudo em dois dias, por isso, não se demore.

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Gili Trawangan

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Aquele tipo de imagem super comum em Gili Trawangan: Um  cavalo se banhando em mar perfeito com um vulcão ao fundo

14/06

Capítulo VI - Lombok

Dali partimos pra ilha de Lombok, um território que, em tamanho, é muito parecido com Bali, porém, menos populoso e desenvolvido quando o assunto é turismo. Lá é mais comum encontrar locais que não dominam a língua inglesa. Nestes casos, a linguagem corporal funciona muito bem.

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Nosso meio de transporte Gili Trawangan / Lombok - Trajeto de 15 minutos

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Faça isso 100 vezes e ficará bom nisso.

Assim como Bali, Lombok também é repleta de belezas naturais como praias paradisíacas (e desertas), vulcões, cachoeiras, cavernas e tudo que um explorador tem direito.

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Difícil sair de casa com uma vista dessas

Nosso primeiro giro em Lombok foi atrás de ondas. Ao contrário de Bali, onde a maioria das praias tem acesso pelo clif, a pé, em Lombok o acesso é mais complicado, feito, na maior parte das vezes, com o auxílio de barcos de pesca. Uma pequena pausa para negociar valores (pratique isso, vai ser útil na Indonésia) e logo você estará de frente para uma onda, provavelmente perfeita e sem crowd, a bordo de um barco.

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A onda de Ekas fica a 1h30m de Kuta Lombok, de van, e a 15 min, de barco. É uma esquerda de excelente qualidade.


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Transport boss

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Na busca pelas ondas, é comum cair em pequenos vilarejos onde rola de tudo, de rinha de galo a transporte de barco para as ondas. Na foto, indonesianas selecionando temperos

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Registro inédito da que parece ter sido a primeira fogueira da história de Pantai Semeti

18/06

Capítulo VII - Back to Canggu

O crowd na ponta da ilha de Bali empurra o desenvolvimento em direção ao norte. Pegamos nossas torbikes e decidimos explorar os arrozais a fundo, rumo a região conhecida como Kediri/Tabanan. Lá conhecemos o Joshua District, um coletivo sustentável com vila, galeria de arte, estúdio e restaurante, posicionado em frente a um grande arrozal. Vale a pena dar um Google. É provável que a região de Kediri, onde está localizado o Joshua District, seja o próximo “point”, daqui alguns anos, assim como já foi Kuta, Seminyak e agora é Canggu.

Nesta região é comum esbarrar grandes espécies de lagartos e cobras pelo caminho.

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Joshua Distric

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Pretty Poison

O conceito de experiência está espalhada pelos estabelecimentos de Bali. Aonde quer que se vá, uma loja não é apenas uma loja, um restaurante não é apenas um restaurante, uma galeria de arte não é apenas uma galeria de arte, uma pista de skate não é apenas uma pista de skate. Tudo funciona no mesmo lugar. O Pretty Poison é um destes lugares. Lá dá pra comprar produtos autorais, assistir a shows e filmes, tomar cerveja, comer pipoca, dar uma volta de skate, fazer o que quiser.

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26/06

Capítulo VII - Hora de partir

Não há tempo para mais nada e é hora de partir. Bali é um daqueles destinos não para passar, mas para ficar e viver, os momentos, o povo, a cultura. Essa é a minha segunda passagem por Bali e o sentimento que me pega na hora de voltar segue sendo o mesmo, aquela ânsia e curiosidade latente em voltar para dar mais um mergulho.

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Lançamento ORIGAMI + jaqueta ENDURO - 08/06/17 -Pinheiros / SP

Que noite agradável ao lado de clientes e amigos, bebendo bons gorós, dividindo um pouco da nossa história e celebrando a realização de nossos mais recentes projetos. Já estamos prontos pra próxima! Obrigado a todos os envolvidos. Fotos: Raphael Borges

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Serra da Canastra - Em busca do queijo prometido

No último feriado nossa entourage partiu rumo às Minas Gerais pra desbravar o Parque Nacional da Serra da Canastra e seus arredores, terras em que a mata atlântica encontra com o cerrado, onde nasce o importante Rio São Francisco e onde é feito o tradicional queijo Canastra. A região é geograficamente confusa, difícil de entender e de explicar. O parque é dividido em parte alta e parte baixa, é cortado por dezenas de estradas de chão e possui três portarias de acesso. Se for de carro não aconselhamos a aventura sem um 4x4. Enfim, amigos, comida, abrigo, dias de horizontes fascinantes e de noites estreladas com muitas risadas. As fotos não nos deixam mentir.

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Cachoeira do Quilombo

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São João Batista da Serra da Canastra

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Nosso contrabando

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São Roque de Minas


Ocean Road - Por Rodrigo Vega e Francine Dezidério

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Melbourne é uma cidade super bem localizada geograficamente, abriga praias de água cristalina e algumas das paisagens mais impressionantes que já vimos. É o caso da Great Ocean Road.

Desde que saímos do Brasil, sabíamos que uma coisa não poderíamos deixar de fazer: Dirigir pelos 243km dessa estrada - que foi construída a fins de homenagear aqueles que lutaram e perderam suas vidas na Primeira Guerra Mundial.

São praias praticamente desertas, florestas densas, picos de surf de alto nível, faróis estonteantes e vistas de tirar o fôlego.
Saindo de Melbourne, a primeira parada foi Torquay, mais precisamente Bells Beach, onde no mês de abril acontece uma das etapas do circuito mundial de surfe da WSL.

Apesar de estarmos lá em pleno verão, a temperatura não nos permitia tirar nossas blusas de frio e aventuravam-se apenas aqueles que, de long john, estavam em busca de boas ondas.

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De lá seguimos na direção oeste em busca de mais. Aquilo era só um aperitivo do que estava por vir. Não muitos quilômetros a frente estava Split Point Lighthouse, um farol que nos rendeu ótimas fotos.

Havíamos saído cedo de casa, e logo era hora de procurar um lugar para almoçar. Pegamos a estrada e, sem precisar fazer nenhum desvio, nos deparamos com um lugar que ao mesmo tempo que parecia não ser dali, se encaixava perfeitamente ao local. Era a Wye General, localizada na cidadezinha de Wye River; uma loja geral que vendia desde amenidades e algumas lembrancinhas locais para viajantes até suprimentos para aqueles que ali viviam. Anexo à loja estava seu restaurante, que naquele mesmo espírito de apoio à sua comunidade, servia pratos com ingredientes frescos locais. Com nossos estômagos forrados, a estrada nos chamava.

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O que ainda nos aguardava superou todas as expectativas e encerrou a viagem da melhor maneira possível: Era o Loch Ard Gorge. Apesar de ter bem menos gente, de o dia estar se aproximando do fim e o frio começando a apertar, nossa experiência foi incrível! Pedras gigantescas sozinhas no meio do mar, tentando resistir à força das ondas que as golpeavam, faziam o cenário perfeito para qualquer fotógrafo ou filmmaker.

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Saímos de lá inspirados, com as energias renovadas para voltar ao Brasil e cheios de ideias na bagagem, além de um vídeo que nos orgulhamos de apresentar.

Ah! Outro ponto alto dessa viagem é que saindo do Loch Ard Gorge é possível pegar um caminho alternativo que reduz em quase 2 horas a viagem de volta. Esse caminho também pode ser feito na ida, mas aí qual é a graça?

Nino Studio se dedica a fotos e vídeos comerciais e de viagens e é formado por Rodrigo Vega e Francine Dezidério.


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ORIGAMI - Cutterman X Benta Handmade Machines

Desculpem o trocadilho infame, mas os japoneses foram ninjas quando lançaram em 1987 uma das motos dual-sport mais confiáveis do mundo: A KLX 650
O projeto, high-tec para a época, foi tão preciso que poucas foram as mudanças e os upgrades sofridos até sair de linha em 2008. Por esse e outros motivos essa moto foi base para a montagem das M1030M1, veículo usado pelos Marines americanos durante seus deslocamentos de guerra.

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Quando a KLX 650 entrou no mercado nacional, nos anos 90, concorria diretamente com a XT da Yamaha, mas seu preço elevado fez com que poucas tivessem vindo para o Brasil, e por isso hoje é difícil encontrar-las por aí -E não é que tivemos sorte?

O amigo do mecânico de um amigo tinha uma encostada na garagem, toda original, e queria passar pra frente. Ano 1996 com míseros 8.500 KM rodados. Hell yeah!

A paixão por duas rodas, uma máquina de respeito, e a vontade de fugir do que tem sido feito por aí atualmente foi o que nos motivou para startar esse projeto que é assinado pela Benta Handmade Machines, oficina liderada pelo Billy Pasqua, um dos customizador de maior destaque no cenário nacional.

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Quando apresentamos essa ideia para o Billy vimos na hora o olho dele brilhar. Ele tinha uma história de amor com as KAWA e entendeu na hora o conceito que essa moto deveria ter.

O plano é que essa monstrenga, que ainda não foi batizada, fique pronta ainda em Maio, e agente não vê a hora de mostrar isso pro mundo.

Por enquanto vai um sneak peek do que rolou até agora…

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